
A trama gira em torno de um personagem que, de forma cômica e exagerada, lida com as dificuldades de adaptação às novas regras ortográficas. O espetáculo, através de situações divertidas e diálogos engraçados, explora as confusões linguísticas e os mal-entendidos gerados pela tentativa de simplificar a língua. Com um humor inteligente e sarcástico, Azevedo utiliza a reforma ortográfica como um ponto de partida para discutir as incongruências da sociedade, os modos de ensino e as tradições culturais, colocando em cena um grupo de personagens que se veem diante das mudanças, tentando manter suas certezas, mas se atrapalhando ao tentar se adaptar ao novo. A peça é uma crítica leve e divertida às tentativas de padronização e aos preconceitos linguísticos, enquanto expõe a dificuldade de transformação e adaptação que acompanha qualquer mudança social.