
A trama se desenrola no curto intervalo entre o vermute (aperitivo) e a sopa durante um jantar elegante. Nesse tempo, os personagens — membros da elite — expõem suas vaidades, fofocas, traições e conveniências sociais. Conversas aparentemente banais revelam jogos de interesse, futilidade e moral duvidosa, enquanto todos mantêm as aparências de civilidade e refinamento.
Com diálogos espirituosos e ritmo ágil, Artur Azevedo constrói um retrato crítico, porém cômico, da sociedade burguesa, mostrando como as verdadeiras intenções e sentimentos das pessoas muitas vezes se escondem entre o vermute e a sopa.