
Um casal de classe média prepara um jantar para receber um amigo. No entanto, a visita se transforma em um verdadeiro constrangimento: o convidado, obcecado por limpeza e saúde, começa a encontrar problemas de higiene em absolutamente tudo — dos pratos aos talheres, da comida ao ambiente da casa. Sua mania exagerada de fiscalizar transforma a noite em uma sequência de situações cômicas, revelando o contraste entre a cordialidade dos anfitriões e o radicalismo higiênico do convidado. A peça, breve e irônica, mostra a habilidade de Arthur Azevedo em usar o humor para criticar os costumes urbanos da época, expondo tanto os excessos da modernidade quanto às tensões da vida social brasileira no final do século XIX.